Ontem eu fui jogar futebol. Finalmente!!!. A namorada de um cara que mora aqui comigo me deu uma tabela com os horários que a faculdade de esportes disponibiliza pra se praticar os esportes. Tem cada esporte esquisito. Por exemplo, o mais praticado é o Badmington. Badmington?!?!?Que merda de esporte, né? Pra quem não acompanhou as Olimpíadas (Sim, é um esporte olímpico!) aí vai uma explicação: É um esporte que mistura vôlei, com tênis e peteca. Isso mesmo!!!P-E-T-E-C-A!!!! Puta joguinho ridículo. Mas tudo bem, é outra cultura, estou com a mente aberta. Tem outros também: Hóquei de grama, Lacrosse (Tudo esporte olímpico. Se bem que hoje até cuspe a distância está em vias de se tornar esporte olímpico), Caminhada Nórdica (não me pergunte o que é isso, até agora estou tentando descobrir), Frisbee (É....frisbee é considerado esporte agora...) e tem até futebol pra cego!!!! Não sei o porquê de se oferecer futebol pra cego na universidade, mas vou lá semana que vem, no horário assinalado, pra ver se tem algum ceguinho jogando!!!Vai ser engraçado...
Bom, mas eles oferecem futebol também. E lá fui eu!!!
Cheguei um pouco antes do horário, achei a quadra e tinha um monte de gente jogando aquele "esporte" da peteca que eu disse antes. Não tem a menor graça, sério. Talvez seja um daqueles esportes que é uma merda de se ver, mas é bom de jogar. Não sei. Qualquer dia eu tento!! Quando acabou, chegou um pessoal com bola e fomos jogar futebol. É bom dizer que é futebol de salão...não agüentaria jogar campo... Os times estavam se formando e eu fui falar com um cara lá pra ver como era o esquema. O cara me explicou, tudo bem parecido com aqui, e a gente ficou conversando mais um pouco. Eu perguntei o nome dele e ele disse que era Marco. "Ah, italiano???", eu perguntei, "Não, não. Sou persa.". Persa?????Chamado Marco????No mínimo estranho, né? Mas tudo bem. Tem um monte de brasileiro chamado Washington, Wellington, McGuyver....
Bom, aí ele perguntou de onde eu era. É bom que se faça um parênteses aqui. Eu tinha duas opções: A primeira era dizer a verdade, que eu sou brasileiro. A segunda era mentir e dizer que eu era do Sri Lanka, sei lá. Se ele podia ser persa, por que eu não podia ser do Sri Lanka?
E é bom explicar porque eu hesitei. Dizer que você é brasileiro em uma quadra de futebol faz com que as pessoas acreditem que você seja bom de bola. Isso implica que elas vão te bater na quadra. Se você joga bem e apanha, tudo bem, sem problemas. Faz parte do jogo. Mas o foda é você ser ruim e apanhar como se jogasse bem. Esse era meu dilema. Mas resolvi falar a verdade e arriscar. Resolvi também que só ia falar que era brasileiro se me perguntassem...não vou sair falando, né??
Voltando, eu disse "sou brasileiro". Ele: "Sério???de verdade???". "Não", eu pensei, "sou de mentirinha. Os de verdade ficam no Brasil jogando futebol". Que cara mais doido... Ele me fala que é persa (P-E-R-S-A!!!!!!!!!!!) e vem perguntar se eu que sou de verdade. Na hora me deu vontade de falar pra ele que a Pérsia não existe, que o que existe naquela merda de lugar onde a Pérsia ficava é o Irã. Fiquei com vontade de falar que as únicas coisas persas que existem são a lima-da-pérsia, o gato persa e a porra do tapete persa. Me deu vontade também de tirar um sarrinho dele...falar "ihhhhhhh perderam pros 300 de Esparta hahahahaha". Mas eu me segurei. Quando se fala com alguém do Irã, sempre tem que se ter o pé atrás. Vai saber se o cara é um fanático, homem-bomba, ou qualquer outro tipo de "guerreiro" de Alá.
"É...de verdade...", foi o que eu respondi. Não sei o que passou pela cabeça dele, mas depois a conversa fluiu um pouco e melhor e logo chegou a hora de a gente jogar. Joguei por duas horinhas, suei bastante, ninguém me bateu (mas eu bati num argentino, o que está mais do que justo, já que eu fiz o que ninguém na Seleção teve colhões pra fazer) e voltei pra casa feliz da vida por ter arranjado um pessoal pra jogar bola duas vezes por semana e ter conhecido um cara que chama Marco, mas é persa...
Bom, mas eles oferecem futebol também. E lá fui eu!!!
Cheguei um pouco antes do horário, achei a quadra e tinha um monte de gente jogando aquele "esporte" da peteca que eu disse antes. Não tem a menor graça, sério. Talvez seja um daqueles esportes que é uma merda de se ver, mas é bom de jogar. Não sei. Qualquer dia eu tento!! Quando acabou, chegou um pessoal com bola e fomos jogar futebol. É bom dizer que é futebol de salão...não agüentaria jogar campo... Os times estavam se formando e eu fui falar com um cara lá pra ver como era o esquema. O cara me explicou, tudo bem parecido com aqui, e a gente ficou conversando mais um pouco. Eu perguntei o nome dele e ele disse que era Marco. "Ah, italiano???", eu perguntei, "Não, não. Sou persa.". Persa?????Chamado Marco????No mínimo estranho, né? Mas tudo bem. Tem um monte de brasileiro chamado Washington, Wellington, McGuyver....
Bom, aí ele perguntou de onde eu era. É bom que se faça um parênteses aqui. Eu tinha duas opções: A primeira era dizer a verdade, que eu sou brasileiro. A segunda era mentir e dizer que eu era do Sri Lanka, sei lá. Se ele podia ser persa, por que eu não podia ser do Sri Lanka?
E é bom explicar porque eu hesitei. Dizer que você é brasileiro em uma quadra de futebol faz com que as pessoas acreditem que você seja bom de bola. Isso implica que elas vão te bater na quadra. Se você joga bem e apanha, tudo bem, sem problemas. Faz parte do jogo. Mas o foda é você ser ruim e apanhar como se jogasse bem. Esse era meu dilema. Mas resolvi falar a verdade e arriscar. Resolvi também que só ia falar que era brasileiro se me perguntassem...não vou sair falando, né??
Voltando, eu disse "sou brasileiro". Ele: "Sério???de verdade???". "Não", eu pensei, "sou de mentirinha. Os de verdade ficam no Brasil jogando futebol". Que cara mais doido... Ele me fala que é persa (P-E-R-S-A!!!!!!!!!!!) e vem perguntar se eu que sou de verdade. Na hora me deu vontade de falar pra ele que a Pérsia não existe, que o que existe naquela merda de lugar onde a Pérsia ficava é o Irã. Fiquei com vontade de falar que as únicas coisas persas que existem são a lima-da-pérsia, o gato persa e a porra do tapete persa. Me deu vontade também de tirar um sarrinho dele...falar "ihhhhhhh perderam pros 300 de Esparta hahahahaha". Mas eu me segurei. Quando se fala com alguém do Irã, sempre tem que se ter o pé atrás. Vai saber se o cara é um fanático, homem-bomba, ou qualquer outro tipo de "guerreiro" de Alá.
"É...de verdade...", foi o que eu respondi. Não sei o que passou pela cabeça dele, mas depois a conversa fluiu um pouco e melhor e logo chegou a hora de a gente jogar. Joguei por duas horinhas, suei bastante, ninguém me bateu (mas eu bati num argentino, o que está mais do que justo, já que eu fiz o que ninguém na Seleção teve colhões pra fazer) e voltei pra casa feliz da vida por ter arranjado um pessoal pra jogar bola duas vezes por semana e ter conhecido um cara que chama Marco, mas é persa...

Aí em cima está um mapa do Irã. Do IRÃ e não da Pérsia...



